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Mudança de horário nas sessões causa polêmica na Câmara de Vereadores de Petrolina
Ter, 09 de Março de 2010 10:48
Alegando contenção de gastos com a redução do duodécimo, porém sem especificar quanto exatamente será economizado, a Câmara de Vereadores Plínio Amorim aprovou nesta segunda-feira (8) a mudança no horário das sessões do período da tarde para a manhã. O projeto de resolução de nº 002/10 teve apenas três votos contra: dos vereadores Alvorlande Cruz, Osinaldo Souza e Dr. Pérsio Antunes

Os votantes a favor defenderam que ao promover as sessões no horário do expediente, haverá redução de horas extra pagas aos funcionários que precisam estar presentes nas sessões à noite. Porém, alguns temem pela diminuição na participação popular e apoio da imprensa.

“Eu acho que prejudica um pouco o trabalho da imprensa, pois muitos programas são realizados pela manhã. Porém a minha preocupação é com a população. Será que teremos essa mesma participação que tivemos hoje e que vem se perpetuando nas últimas sessões?”, questionou Osinaldo Souza.

“Eu acredito que poderemos ter alguns prejuízos”, complementou Pérsio Antunes à declaração do vereador Osinaldo. “Mas é claro que vai ter um lucro pela redução de despesas. Se é que vai ter”, alfinetou.

O primeiro corte de gastos foi com a demissão do assessor de imprensa da Câmara, Waldiney Passos, no dia 22 de fevereiro. Declarando que seria aberto posteriormente um Núcleo de Comunicação com a contratação de um novo assessor, o Presidente da Câmara de Vereadores , Osório Siqueira, confundiu e provocou uma forte reação popular.

Muitos passaram a questionar o porquê do número de assessores – 11 por vereador – não é diminuído em nome da redução de despesas.

Ainda segundo Osório Siqueira, o salário atual de um assessor varia entre R$ 1.008,00 e R$ 3.600,00 – sendo a estrutura total de cada gabinete em torno de 17 a 18 mil reais.

Além disso, cada gabinete recebe R$ 5 mil para despesas de transporte, por exemplo, para suprir os dois carros usados por cada vereador. Com a demissão de apenas um assessor em cada gabinete, a Câmara teria um alívio nos cofres de, no mínimo, R$ 14.112 reais.

Ainda de acordo com Osório Siqueira, já foram enxugados 15 dos 47 cargos administrativos existentes antes da redução do duodécimo. “Caso seja necessário, nós iremos demitir assessores”, garantiu o Presidente da Câmara em entrevista ao Nossa Voz.


Fonte: Nossa Voz Notícias


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